É o belo nome de uma jóia clássica: um diamante que “brilha” solitário no centro de uma corrente ou fio. Como acontece com quase toda boa idéia, logo foi copiada em muitas versões possíveis, hoje sendo encontrada também em zircônia ou strass, ou qualquer outra pedra natural. Podemos dizer que são “releituras”, já que cada pessoa tem a sua concepção da “forma” ou “cor” de sua “luz” própria. Digo isso porque acredito que tudo (roupas, jóias, carros, etc.) que escolhemos usar em nosso cotidiano, conscientemente ou não, reflete algo de nosso interior, sejam nossos anseios ou identidade.
Por exemplo, como eu sempre gostei de usar jóias com os símbolos de sol, lua e estrelas (isso já há anos, bem antes de eu me interessar pelos estudos de astrologia, mitologia ou astronomia), quando fui fazer meu primeiro ponto de luz pessoal, escolhi uma estrela lilás de ametista, porque sinto afinidade com essa forma, pedra e cor.
Ainda pensando nesta relação entre o micro e macro mundos, ou o exterior em sintonia com o interior, lembrei desta frase que gosto muito, de Jung:
“Quem olha para fora, sonha... quem olha para dentro, acorda!”
Porque procuramos tanto nos mistérios do universo ou das pessoas que nos cercam e pouco valor ou cuidado, damos aos segredos de nossa própria alma (autoconhecimento). Cada ser humano é um mundo único e interessante, e o equilíbrio entre o foco apenas em si mesmo (egocentrismo) e a qualidade da atenção que dedicamos aos outros, é que considero a meta de conduta ideal; um tanto difícil, mas possível. E como a vida transcorreria com muito mais fluidez e delicadeza, se assim fosse...
Mas se ocorre realmente, essa reciprocidade entre a evolução humana individual e a mundial, talvez, ainda leve um tempo para cada pessoa voltar seus olhos para dentro, já que parece mais fácil mandar sondas para explorar o espaço “lá fora”, do que ter uma expedição científica ao interior de nosso planeta, como em “Viagem ao centro da Terra”. O quanto conhecemos do cerne da Terra é pouco, assim como é ínfimo, o que conhecemos das profundezas de nossos oceanos, onde a luz alcança apenas os primeiros 900 metros... então consigo entender porque muita gente se preocupa apenas com a “superfície” das coisas, ou somente com aquilo que “aparece” sob luzes fortes.
E mais uma vez pensando se existe essa sincronicidade entre nós e o universo maior, começo a simpatizar mais com a linha dentro da cosmologia, que “conta” da origem de nosso Universo no Big Bang, porque isso também mostra um senso de unidade entre cada ser vivo e os planetas, estrelas e o Universo: todos temos nossa própria história, com começo, meio e fim.
E se neste caminho de vida que compartilhamos, muitas vezes nos perdemos entre sonhos e devaneios de beleza e amores, ou em névoas de ignorância, sinto que procurar por um ponto de Luz (consciência) é o que nos apruma em nossos eixos, criando significados que transcendam o individual e iluminem o mundo também de dentro para fora.
A jóia “ponto de luz” é, em essência, um símbolo dessa busca da verdade interior, que em seu devido tempo (diferente para cada um), se conecta harmoniosamente com outras “luzinhas”... daí, temos a possibilidade do clarão de “Big Bang”! A Luz, visível ou não, é uma das mais belas jóias do Universo!
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