Há algum tempo atrás, o Marcelo (de Breyne), amigo querido e fotógrafo sensacional, enviou-me esta bela foto abaixo, de um Torii. Reparem que a fumaça em tons quentes da fogueira se projeta no mesmo céu de floquinhos de nuvens suaves... com estrelas ao fundo... notaram as lindas estrelas azuis?
As traves horizontais do Torii separam a imagem em dois planos: chão, terra, vegetação, fogo - e céu, nuvens, estrelas, infinito...
O Torii é um tradicional portão japonês, associado a templos xintoístas e budistas. Simboliza a transição de mundos: do profano ao sagrado. Sinaliza a entrada ou proximidade de um santuário.
Logo depois, o Marcelo também me enviou as outras duas fotos, que circulam na internet, supostamente como sendo do mesmo Torii, mas eu não acredito, acho que são de lugares diferentes. O que não tira o surpreendente fato de ambos terem sobrevivido a catástrofes ocorridas no Japão: a bomba de Nagasaki (1945) e o terremoto/tsunami de 2011.
Até comentei com alguns amigos que, sincronicamente, faz alguns anos que procuro se há pontos de concordância, para conciliar a sempre presente dicotomia (aparente, a meu ver) entre: matéria e espírito, ciência e religião ou ciência e filosofia, luz e trevas, pensar e sentir, viver e morrer...
Gosto de brincar mentalmente com a seguinte idéia: imaginem uma gigantesca manta (cuja confecção é eterna), tecida com fios de todas as cores e texturas possíveis... cada fio seria uma das possibilidades do Universo. Um Universo em constante construção.
“A realidade é apenas um caso particular do possível”. – Henri Bergson, filósofo francês, Prêmio Nobel de Literatura de 1927.
Tenho pesquisado a vida de pessoas que contribuíram de forma especial, como os cientistas, filósofos, grandes pensadores e artistas. Entre meus amigos mais próximos, costumo lançar as seguintes indagações: No que você acredita? Quais são seus sonhos? E observo quais são suas realizações em vida, ou como a pessoa se “move” no mundo, sua ética. Procuro a coerência, a beleza e a harmonia.
Assim, tenho seguido pistas... observando o Universo e o ser/viver humano... se no futuro, eu chegar a conclusões felizes, tanto na acepção de alegre e satisfeita, como no sentido de bem-sucedida, vou considerar que completei a tese de minha vida. Ou uma das...
Cada vida (famosa ou anônima) que acompanho, ensina-me bastante, muito mais do que consigo compreender... e tem seu valor único. Tenho tanto material na minha cabeça/alma pedindo para sair, tanto quanto a minha incompetência em administrar bem o meu tempo, ou minha inépcia em reconhecer o que é mais importante fazer/ser antes... e depois...
Mas continuo tentando. ; )
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